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A ditadura da emergência

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18.10.2026

Agora estamos na crise da habitação que sucede ao apocalipse climático que por sua vez foi antecedido pelo inominável crime de nos dividirmos entre homens e mulheres. Também estivemos para morrer por causa do buraco do ozono, das chuvas ácidas, do inverno nuclear, da explosão demográfica e duma mais que certa penúria alimentar. E para cada uma destas crises mais que anunciadas e antecipadamente dadas como inquestionáveis nas suas consequências, amplitude e dimensão pelos seus activistas-profetas, os nossos governantes legislaram a trouxe mouche para apaziguar a ira duma rua estridente que se especializou em criar momentos para as câmaras.

Note-se que estamos a pagar agora as consequências do desnorte que acometeu os governos europeus a propósito do aquecimento global: fecharam-se refinarias, centrais nucleares e a carvão, puseram-se limites tais à indústria automóvel europeia que esta entrou em crise enquanto a indústria automóvel chinesa florescia e apostou-se pelo gás. Russo obviamente. O resultado está à vista. Mas longe de se pedirem responsabilidades, vimos o cenário a repetir-se na emergência seguinte.

Milhares de crianças e adolescentes tiveram e ainda têm a sua puberdade interrompida, foram sujeitos a castração química e operações cujo impacto não têm capacidade de discernir, unicamente porque quem nos governa, mesmo tendo dúvidas (e obviamente achando que tal........

© Observador