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Quando a crise for a sério, o que faremos?

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O Governo e a oposição estão a querer usar bombas para matar mosquitos, desperdiçando dinheiro que nos pode fazer muita falta quando chegar uma crise a sério. A conjuntura que temos hoje, sendo desafiante, não se compara com a que enfrentávamos em 2022 quando, saídos de uma pandemia que estava a fazer subir os preços, fomos apanhados por um choque energético e alimentar por causa da invasão da Ucrânia pela Rússia a 24 de fevereiro de 2022. Inflação e emprego mostram hoje uma economia que parte de uma posição bastante mais robusta, não se justificando, pelo menos para já, avançar com uma chuva de dinheiro como se vivêssemos em emergência.

Vale a pena fazer um regresso ao passado em confronto com o presente para percebermos que algumas das medidas que Chega e PS propõem não fazem sentido.

Em agosto de 2022 a inflação estava nos 8,9%, os produtos energéticos subiam 24% e os alimentos não processados 15,4%. Em agosto de 2026 temos uma inflação pouco acima dos 3% com o preço da energia a registar um aumento de 12,2% e dos produtos alimentares não transformados a subir 3,4%. Além disso temos mais emprego e menos desemprego do que na altura – hoje há cerca de 5,3 milhões de pessoas empregadas, quando em 2022 eram 4,9 milhões. E a economia continua a crescer. No segundo trimestre, o PIB cresceu 2,5% em termos homólogos. Ou seja, temos um choque. Não temos,........

© Observador