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Ceuta, ou a fragilidade europeia

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11.08.2026

Podemos desenvolver as mais variadas hipóteses sobre as razões pelas quais, nos últimos dias de Julho, entraram mais de 70 mil pessoas em Ceuta vindas de Marrocos. Mas o facto indesmentível daquele acontecimento e daquelas imagens é que um Estado soberano foi incapaz de proteger e garantir a segurança da sua fronteira. Por muitas conspirações que se alinhassem contra o governo de Pedro Sanchez, nada daquilo aconteceria se a fronteira estivesse devidamente protegida. É impossível? Não é. Tudo é uma questão de prioridades.

Os países da União Europeia, pelo menos alguns, criaram a ilusão de que não era preciso investir ou gastar dinheiro nas funções nucleares do Estado, a defesa, a segurança e a administração da Justiça. Para quem ande esquecido, começámos por pagar impostos para que o soberano garantisse a nossa segurança interna, a defesa contra a invasão externa e a Justiça. As funções sociais........

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