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Acampadas, extremistas, 1984 e outras pantominices

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26.10.2026

A não ser que a “acampada” espanhola tenha criado uma marca e a esteja a exportar em regime de  franchising para Portugal, Camões e Eça devem estar a dar voltas no túmulo de cada vez que os  nossos jornalistas usam o termo.

Mas não são apenas os nossos jornalistas que apresentam problemas linguísticos. Também entre os  manifestantes há quem confunda um fascista com alguém que simplesmente não concorda consigo.  E vai daí, seu facho! A palavra é usada como insulto político de forma tão banal que só torna as  discussões mais confusas. Em sentido histórico e académico, fascismo não significa simplesmente  “ser muito conservador”, “ser de direita” ou “ser autoritário”. É uma ideologia específica, com  características próprias. Quem não percebe a diferença deveria fazer mais “acampadas” nas escolas  para melhorar os seus conhecimentos.

E se a extrema-esquerda empobrece, a extrema-direita embrutece as pessoas! e nenhum dos  extremos ganha superioridade moral pelos defeitos do outro. Ainda assim, os partidos mais radicais  recorrem frequentemente à mesma arma retórica: apresentam-se como detentores exclusivos da  virtude e tratam quem deles discorda como........

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