A Europa não pode esquecer as nossas comunidades ciganas
Em Lety u Písku, no sul da Boémia, estão gravados num círculo de pedra 1294 nomes. Pertencem a famílias ciganas e sinti ali encarceradas sob o regime nazi. Pelo menos 335 pessoas morreram no campo. Centenas de outras foram enviadas para Auschwitz.
Quando lá estive no mês passado para homenagear as vítimas, li os nomes de crianças que nunca chegaram à idade escolar. Junto às sepulturas, uma pedra mais antiga tem gravadas duas palavras em romani: Ma bisteren. Não esqueçam.
«O povo esquecido da Europa.» É assim que os ciganos são frequentemente chamados. No entanto, são cerca de 10 a 12 milhões, mais do que a população de muitos países da UE, e a sua história é muitas vezes ignorada. A sua língua ainda é falada desde os Balcãs até ao Báltico, e o seu património vivo de música e dança, de contos e de artesanato tornou-se parte integrante da própria Europa.
Os ciganos sofreram também séculos de perseguição e de assimilação forçada, até ao capítulo mais negro de todos: o genocídio de que foram alvo durante o nazismo. Lety está entre as suas cicatrizes. Lembramos........
