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O dilema do Partido Missão

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28.10.2026

Com uma 2.ª volta presidencial extremamente conturbada, Lula da Silva tornou-se novamente Presidente da República, com 51,79% dos votos. Dos quatro principais candidatos de fora da esquerda que ficaram pelo caminho na 1.ª volta, três apoiaram Flávio, que ficou com 48,21% nesta 2.ª volta: Augusto Cury, Ronaldo Caiado e Romeu Zema.

Renan Santos, líder do Partido Missão, manteve-se neutro e no domingo apelou ao seu eleitorado que evitasse tensões nas ruas, devido à confusão institucional gerada pelo STF num momento que seria “o mais grave desde o 8 de janeiro”, e defendeu que novas eleições se deveriam realizar em duas semanas. Em outras postagens no X, pediu que os eleitores não saíssem às ruas, “em nome de político que tá ficando multimilionário”.

A verdade é que, durante toda a campanha, Flávio foi severamente criticado por Renan, que acusou Bolsonaro de ter fabricado narrativas de voto útil com o objetivo de acabar com a eleição logo na 1.ª volta. E questionou se os próprios eleitores de Flávio sabiam explicar o seu voto além do desejo de afastar Lula.

Sobre o esvaziamento do debate público, Santos atribuiu a culpa ao facto de os candidatos evitarem o confronto direto entre si, por estarem envolvidos em escândalos de corrupção, e lamentou que nenhum candidato tenha discutido propostas para o país: “Não houve........

© Observador