A “acampada”, a “Maricarmen de Marvila” e os Bravos do PS
É inescapável: todos os caminhos vão dar ao Rossio. E a expressão “acampada” perfila-se como forte candidato a verbete num futuro dicionário crítico da política portuguesa deste início de século, ao lado de expressões como “não é não” ou “geringonça”. Já aqui disse e nunca é demais repetir: o CDS-PP não discute a justiça das manifestações. Não se trata de vagas causas atmosféricas, mas de causas bem terrenas que todos sentimos na pele.
Mas é precisamente a severidade dos motivos e o drama que provocam na vida das pessoas que torna mais abjecto o aproveitamento que a esquerda indígena tem feito do tema da habitação e das manifestações dos últimos quinze dias.
Na passada Terça-feira, na Assembleia Municipal de Lisboa, foram apresentados três documentos da esquerda sobre o assunto. O Bloco saudou uma “vaga de solidariedade e protesto” e deu por assente que houve “intervenções policiais desproporcionadas”. Teria sido justo, porém, que tivesse esclarecido que tipo de solidariedade era esta: se para com os legítimos manifestantes, se para com os agitadores profissionais que fazem escala em Lisboa para depois seguirem........
