Nem o Velho do Restelo da UGT, nem o Paternalismo do Governo
Portugal vive num pântano laboral que teima em não secar. Estamos firmemente instalados como a segunda legislação laboral mais rígida de toda a OCDE , ostentando uma produtividade que escorrega 28% abaixo da média europeia e salários que ficam uns confrangedores 35% atrás da UE. Como liberal recuso-me a aceitar que a nossa única escolha seja o declínio. Mas para sairmos deste buraco, precisamos de olhar para o futuro com coragem, e não para os dogmas empoeirados do século passado.
O Bloqueio da UGT: Proteger Cadeiras, Sufocar os Jovens
O discurso recente da UGT é o perfeito monumento ao imobilismo que nos trouxe até aqui. Argumentar que a lei laboral não tem impacto na produtividade é fechar os olhos à ciência económica elementar. Ao demonizar o banco de horas por acordo individual, a estrutura sindical trata o trabalhador como um menor de idade incapaz, alguém que precisa da tutela eterna do Estado ou do sindicato para gerir o seu próprio tempo.
Essa obsessão corporativa em blindar os contratos atuais a todo o custo cria um mercado dual profundamente injusto: protege quem já está confortavelmente lá dentro (os insiders), mas atira o desemprego jovem para valores três vezes........
