Protecção civil na escola - para quando?
Nos últimos dias, Portugal voltou a confrontar-se com a sua vulnerabilidade face a fenómenos meteorológicos extremos. A depressão Kristin, um sistema atlântico profundo associado a uma ciclogénese explosiva, atingiu o território continental com particular intensidade, trazendo chuva persistente, vento forte e um conjunto de ocorrências que expuseram fragilidades antigas. As rajadas registadas em várias estações ultrapassaram os 150 km/h, aproximando-se em alguns locais dos 180 km/h, valores suficientes para causar danos significativos em infraestruturas, habitações e redes elétricas.
No Centro do país, e em particular na bacia do Mondego, os efeitos foram bem visíveis. A subida rápida do caudal do rio, associada a solos já saturados, levou a cheias em zonas historicamente vulneráveis, condicionando acessos, afetando equipamentos públicos e colocando populações em situação de risco. Em Coimbra, voltámos a assistir a imagens que se repetem com demasiada frequência: vias inundadas, áreas ribeirinhas submersas, operações de emergência sucessivas e uma sensação generalizada de improviso perante um fenómeno que, sendo severo, não foi inesperado.
Sempre que ocorrem episódios como este,........
