Filhos Digitais: Compreender para proteger
O recente processo judicial contra a Meta nos EUA tornou visível um problema que ultrapassa esta gigante tecnológica: as redes sociais deixaram de ser simples espaços de convivência e comunicação entre jovens. São, hoje, ambientes digitais meticulosamente desenhados para disputar e monopolizar a sua atenção.
O verdadeiro risco não reside apenas no conteúdo que uma criança encontra no Instagram, TikTok ou Facebook, mas sim na arquitetura invisível que decide o que lhe aparece, quando aparece e o que surge a seguir. Recursos como o scroll infinito eliminam o momento natural de pausa; o autoplay inicia novos conteúdos sem exigir uma escolha consciente; e as notificações funcionam como iscos permanentes para garantir o regresso ao ecrã.
Em paralelo, os “gostos” e visualizações convertem a aprovação social em números, enquanto os sistemas algorítmicos monitorizam onde paramos o olhar e como........
