As travessias do Tejo e o Novo Aeroporto de Lisboa
1 Depois de mais de meio século de análise foi finalmente decidida a construção (faseada) do Novo Aeroporto de Lisboa (NAL) no Campo de Tiro de Alcochete (CTA) batizado com o nome Luís de Camões.
Com quatro décadas de atraso em relação a Espanha parece finalmente assumida a construção de uma nova rede ferroviária de Alta Velocidade (AV), esperemos que em bitola europeia.
A integração da AV com as principais infraestruturas aeroportuárias constitui, em todo o mundo desenvolvido, um objetivo decisivo para uma boa política de transportes, em particular em relação ao tráfego de passageiros.
Na maior parte das situações, por uma das infraestruturas ser anterior, a integração apresenta maior complexidade e será tendencialmente menos perfeita.
A articulação da nova linha e AV Porto-Galiza com o Aeroporto Sá Carneiro constitui a única opção capaz de servir bem as populações, o turismo e os negócios em geral, capaz de potenciar a centralidade do Porto em relação a todo o Noroeste peninsular.
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Lamentamos o nosso enorme e imperdoável atraso em relação à AV e ao NAL. Mas esse atraso representa uma grande oportunidade para agora fazermos perfeito e ficarmos tranquilos com o juízo que sobre nós farão as gerações vindouras.
Se queremos, na verdade, fazer do NAL um importante HUB, as ligações intercontinentais (e as regionais) têm que ser complementadas pela AV com as principais cidades de Portugal e com muitas das principais cidades do centro e do Ocidente de Espanha.
Um passageiro (seja habitante, turista, migrante ou homem de negócios) oriundo ou com destino a Toronto, Nova York, Caracas, São Paulo, Luanda, ou qualquer outra grande cidade do mundo ligada ao NAL, deve ter à sua disposição um serviço ferroviário de AV que o conduza a Évora, Badajoz, Cáceres, Madrid, etc, pela nova linha Lisboa-Madrid, ou a Santarém, Leiria/Fátima, Coimbra, Aveiro, Porto, etc, pela nova linha Lisboa-Porto, ou ainda a Faro, ao Barlavento, ao Sotavento algarvio, etc, pela nova linha Lisboa-Algarve.
Lisboa além de ser servida pela AV, no tronco comum às três linhas referidas, terá necessariamente um shuttle para o NAL. E obviamente será imperioso articular a rede ferroviária suburbana da Área Metropolitana de Lisboa (AML) com o NAL para servir a margem sul do Tejo e com a estação central de Lisboa da AV para........
