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O preço do carbono dos outros

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12.07.2026

Foi uma semana europeia de adiamentos. A Comissão confirmou na quarta-feira que a proposta de revisão do comércio europeu de licenças de emissão, esperada para 15 de julho, desliza para dia 17. A presidência irlandesa do Conselho, iniciada a 1 de julho, aponta dezembro como horizonte para um acordo entre os Vinte e Sete. E, quase sem registo mediático, os Estados-Membros deixaram por votar, na semana passada, as regras que definem que preços de carbono pagos em países terceiros podem os importadores deduzir ao Mecanismo de Ajustamento Carbónico Fronteiriço, o CBAM. O detalhe parece contabilístico. Não é. Desde 1 de janeiro que o regime definitivo do CBAM acumula obrigações sobre as importações de aço, alumínio, cimento, fertilizantes, hidrogénio e eletricidade, com o primeiro acerto financeiro previsto para 2027. Sem regras de dedução publicadas, nenhum importador consegue calcular hoje o custo real daquilo que contrata para amanhã.

Uma diferença de setenta e cinco euros

Na mesma segunda-feira em que a licença europeia rondava os oitenta euros, o Vietname estreou a sua bolsa doméstica de carbono com a tonelada a 5,20 dólares. Entre Hanói e Roterdão vai uma diferença de mais de setenta euros por tonelada, e é exatamente sobre essa diferença que o CBAM foi construído: o importador paga na fronteira o intervalo entre o que pagou na origem e o que pagaria na Europa. Tudo depende, porém, de saber o que conta como preço efetivamente pago. Vale um imposto doméstico nominal que na prática devolve isenções? Vale um mercado........

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