Proibir IA nas universidades? Não, mas
Saiu recentemente um manifesto de vários colegas professores do ensino superior a pedir a proibição da IA nas universidades. Apontam o risco de os alunos se tornarem “cretinos digitais”. Segundo eles, as ferramentas de IA, como chatbots, prejudicam o seu sentido crítico e vontade de aprender, como põem em causa os “métodos de trabalho e estudo” dos professores, e os modelos de linguagem usados são “arquiteturas tecnológicas promotoras de fraude e plágio em série”. Por um lado, compreendo, pois, os riscos estão lá, mas não podemos proibir. Podemos estar a perder uma grande oportunidade de aprendizagem.
Os modelos de linguagem abriram para o ensino possibilidades incríveis. Ao contrário do que estes professores dizem, a IA não é “uma fábrica de produção de lugares-comuns, banalidades”. Quem confronta os resultados da IA com fontes fidedignas confirma que, muitas vezes, não só está correto como supera em larga escala o que comummente poderíamos produzir, não só em conteúdo como em forma e estrutura de texto. É claro que os humanos ainda são concorrência, no sentido de serem capazes de produzir excelentes textos, em inteligência e criatividade. E a IA erra e mente, mas isso não quer dizer que sempre e habitualmente. Longe vão os tempos em que a IA era um simples........
