Será possível um Portugal resiliente ao fogo?
Entrámos em junho e, com o início da fase mais crítica do ano, o país enfrenta um cenário de enorme apreensão. O mês de maio deixou avisos demasiado claros, com os termómetros a atingirem precocemente os 35 graus e a colocarem, logo na primavera, vários concelhos do país, com especial incidência no Sul, em perigo máximo de incêndio. O alerta global dos cientistas para um ano de risco extremo, sob o efeito dos fenómenos de intensidade histórica e de alterações climáticas galopantes, é a prova da realidade imediata que temos pela frente.
Mais uma vez, corremos o contrarrelógio para evitar que as nossas florestas ardam, patrimónios sejam destruídos e, tragicamente, se percam vidas. Esta ameaça exige uma mudança profunda na forma como protegemos o território, assumindo a engenharia como um dos pilares de uma estratégia de resiliência. A luta contra os incêndios é um desafio complexo de planeamento e........
