Liberalismo, Ecologia e o Gradiente sem nome
O liberalismo e as economias de mercado têm provado ser uma combinação poderosa na promoção do engenho humano e desenvolvimento económico e social. A famosa mão invisível de Adam Smith e a afirmação de Friedman de que responsabilidade social das empresas deve ser maximizar o lucro são traves-mestras desse desenvolvimento. Estas premissas garantem uma alocação de recursos, nomeadamente capital, da forma mais eficiente possível do ponto de vista produtivo. E de facto, mais do que dois séculos passados desde o início desta experiência, a humanidade tem ao seu dispor uma abundância material sem precedentes.
Neste sentido, este laissez faire na economia, tem paralelos interessantes nas ciências naturais. Numa economia eficiente, uma boa oportunidade de negócio chama prontamente capital. Da mesma forma, qualquer ativo financeiro com um preço abaixo do seu valor intrínseco é prontamente comprado, com o capital a acorrer para fechar esse desequilíbrio momentâneo. Este permanente fluxo de capital garante um sistema em “equilíbrio”, onde o equilíbrio, mais uma vez, é definido como um uso eficiente de recursos produtivos. Nas ciências naturais, o princípio do gradiente explora este mesmo fenómeno de equilíbrio, nomeadamente através da segunda lei da termodinâmica: a energia flui espontaneamente ao longo de um gradiente........
