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As ilhas continuam à espera

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14.07.2026

Há portugueses que vão de férias. E há portugueses que continuam à espera. À espera de um reembolso, de uma ligação marítima digna, de uma revisão da Lei das Finanças Regionais e, sobretudo, de um Estado que trate quem vive nas ilhas como cidadãos de pleno direito.

Cinquenta anos após a institucionalização das Autonomias Regionais, mais de meio milhão de portugueses, cerca de 260 mil na Madeira e mais de 240 mil nos Açores, ainda não veem plenamente garantida a igualdade de direitos. Persistem velhas pendências que nenhum governo conseguiu resolver. Referimo-nos, particularmente, às questões relacionadas com as Autonomias Regionais e, em específico, com a confusão do Subsídio Social de Mobilidade. Foi um ano negro no que respeita a um dos expoentes máximos dos direitos constitucionais: o da continuidade territorial. Nesta matéria, todos os governos falharam, apesar da inédita convergência partidária entre Lisboa e as Regiões.

Hoje, desafie-se um insular a explicar como deve proceder para ser reembolsado das suas viagens aéreas dentro do seu país e é certo que poucos o saberão dizer: se devem dirigir-se aos CTT, recorrer a uma plataforma ou deslocar-se a uma repartição qualquer do Governo para o fazer. Há estudantes que continuam à espera do dinheiro das viagens. Há famílias que deixam de viajar. Há........

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