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A coragem de inovar no Ensino Superior

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08.03.2026

Durante anos habituámo-nos a um modelo relativamente rígido: três anos, um curso, um  diploma. Especialização precoce, fronteiras bem definidas entre departamentos, percursos  previsíveis. Funcionou, em muitos casos. Mas também cristalizou. Num mercado de trabalho  que valoriza perfis híbridos, competências transversais e capacidade de adaptação, o ensino  superior público nem sempre acompanhou o ritmo.

As duplas licenciaturas rompem com essa lógica confortável. Permitem a articulação  estruturada de áreas complementares e oferecem ao estudante algo mais do que acumulação  de cadeiras: oferecem integração de saberes. E isso, num país que tantas vezes se queixa da  distância entre universidade e mercado de trabalho, é mais do que um detalhe técnico. É uma  mudança de paradigma.

O impacto não se mede apenas em diplomas emitidos. Mede-se na mensagem que o sistema  transmite: o ensino........

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