A coragem de inovar no Ensino Superior
Durante anos habituámo-nos a um modelo relativamente rígido: três anos, um curso, um diploma. Especialização precoce, fronteiras bem definidas entre departamentos, percursos previsíveis. Funcionou, em muitos casos. Mas também cristalizou. Num mercado de trabalho que valoriza perfis híbridos, competências transversais e capacidade de adaptação, o ensino superior público nem sempre acompanhou o ritmo.
As duplas licenciaturas rompem com essa lógica confortável. Permitem a articulação estruturada de áreas complementares e oferecem ao estudante algo mais do que acumulação de cadeiras: oferecem integração de saberes. E isso, num país que tantas vezes se queixa da distância entre universidade e mercado de trabalho, é mais do que um detalhe técnico. É uma mudança de paradigma.
O impacto não se mede apenas em diplomas emitidos. Mede-se na mensagem que o sistema transmite: o ensino........
