A crise da imigração: do negacionismo à remigração
Os números recentemente divulgados pelo INE, revendo em forte alta a estimativa da população portuguesa para mais de onze milhões e quatrocentas mil pessoas muito por efeito da imigração (o INE contabiliza agora quase um milhão e seiscentas mil pessoas estrangeiras em Portugal), vieram tornar inegável o que já era possível percepcionar por outras vias: Portugal teve nos últimos anos uma política de imigração descontrolada que se traduziu num substancial acréscimo da população estrangeira num muito curto espaço de tempo. Como bem resumiu Ana Miguel Pedro: “Os dados do INE não revelam segredo nenhum, limitam-se a confirmar o que qualquer pessoa honesta via há anos e que era proibido dizer em voz alta.”
Os efeitos da política de portas escancaradas eram já bem visíveis nas principais cidades portuguesas (e em muitas povoações de menor dimensão também…), nomeadamente na saturação dos serviços públicos (em especial nos transportes e na saúde) e na fortíssima pressão sobre o sector imobiliário – com pesadas consequências para as famílias portuguesas, em especial aquelas com menores recursos económicos e com menor património.
Durante muito tempo, a resposta padrão foi negar a existência de qualquer problema e insultar e tentar intimidar quem se atrevesse a alertar para a sua existência. Não é demais recordar que uma notável e corajosa excepção foi Pedro Passos Coelho que, logo em 2017, alertou para as graves consequências que a política de imigração da........
