O novo educador da classe operária
Todos temos pelo menos um amigo populista: é aquele que, em viagem, acha que sabe o caminho. Nunca esteve naquele sítio, ou então não vai lá desde que é ele a pagar a conta, mas está convencido de que sabe, intuitivamente, ir do ponto A ao ponto B. Sabe porque sabe, porque sim, porque tem um grande “sentido de orientação”. Recusa olhar para um mapa, um GPS, um guia – genericamente, abrir um livro – acha que é por ali e pronto.
Quando se espantar com o sucesso galopante que os populistas conhecem hoje por todo o mundo ocidental, lembre-se de que você mesmo já foi, durante alguns quarteirões, atrás deste amigo. Porquê? Porque ele parecia mesmo saber para onde ia. Falava com imensa convicção. Tinha, provavelmente, “carisma” (ao contrário daquele outro que sabia o guia de cor e salteado e até já tinha vivido no sítio, mas que era tímido como um pangolim). O populista nunca esteve nesta cidade nem neste tempo políticos, não faz ideia de como chegar ao destino, mas, depois de se........
