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A camisola não faz o líder

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10.08.2026

Na política, quando um candidato pertence ao nosso partido, presume-se frequentemente que é competente, sério e preparado. Quando pertence a outro, é muitas vezes rejeitado antes mesmo de falar. A camisola substitui a análise, a lealdade partidária dispensa perguntas e o voto transforma-se no apoio a uma equipa de futebol.

Mas um candidato não se torna melhor do que outro apenas pela camisola que veste.

Uma sigla não transforma incompetência em competência. Não substitui preparação, carácter, experiência, capacidade de liderança ou conhecimento da realidade.

Esta questão é importante em qualquer eleição, mas torna-se ainda mais relevante a nível local.

Numa freguesia ou num município, a política não acontece num lugar distante. Acontece nos passeios que percorremos, na iluminação das ruas onde moramos, na limpeza dos espaços públicos, na manutenção dos jardins, no apoio às associações e na resposta dada aos problemas concretos da população.

A política local é política de proximidade. Por isso, escolher quem vai conduzir as decisões da nossa terra exige um cuidado ainda maior.

É preciso olhar para a pessoa.

Perceber, através do seu percurso e da forma como........

© Observador