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Son of a bitch: um sarau cultural

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25.04.2026

Pelos vistos, e à semelhança do que acontece no “estrangeiro”, agora há uns prémios anuais da música portuguesa. São, conforme o acrónimo sugere, os PLAY. Também para imitar “o que se faz lá fora”, os PLAY consagram-se mediante cerimónia, na qual se distribuem pechisbeques por dezenas ou centenas de “vencedores” e todos ficam muito orgulhosos.

Infelizmente a cópia caseira dos Emmy americanos e de outro embaraço qualquer que os ingleses têm de certeza não se restringe à existência, não senhor. O plágio vai à minúcia e inclui os momentos que uma parte substancial dos alegados artistas aproveita para expelir “sentimentos” acerca da “actualidade”. Antigamente, neste género de pândegas, a sumidade recebia o pechisbeque, agradecia a duzentos familiares, amigos e colegas e sumia de cena. Hoje, ou para aí desde 2017, é rara a sumidade, anónima que seja, que não ande convencida de que possui coisas relevantíssimas a comunicar aos mortais. E os mortais, os mortais e pacóvios que assistem a tais infortúnios, ouvem.

Aliás, quer nos Óscares, quer nos PLAY, quer no Festival de Cinema de Carcassonne, o real objectivo de cada “evento” é justamente o de apurar quem profere a maior quantidade de barbaridades ao........

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