O terrorismo do amor
A propósito do cocktail molotov em Lisboa, a esquerda acusa a direita de aproveitar o episódio para fazer equivaler a violência de ambos os extremos políticos e, horror dos horrores, “normalizar” o extremo que lhe está próximo. À primeira vista, parece justo. À segunda, parece impossível.
Por muito que se ache razoável lamentar toda a violência, os factos mostram que esta praticamente só advém de um dos lados, e não é do lado direito. Além das “sensações”, com frequência inspiradas pela realidade, os relatórios da Europol sobre o terrorismo na União Europeia nesta década mostram que a extrema-direita é responsável por cerca de 3% dos atentados. Por extenso, para evitar gralhas: três por cento. A extrema-esquerda cometeu trinta e cinco por cento. E se lhe juntarmos a inspiração jihadista, cujos objectivos estratégicos a esquerda vai partilhando, os valores sobem aos cinquenta e tal por cento. Se se descontar os atentados restantes, que com generosidade a Europol atribuí ao “separatismo” sem ideologia explícita, constata-se que a “extrema-direita”........
