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Portugal não pode ser apenas a Índia da Europa

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saturday

A globalização das últimas três décadas fez-se de fábricas e contentores, mas também de um trabalho menos visível. Milhões de engenheiros e técnicos, sobretudo na Índia, passaram a escrever código, manter sistemas e assegurar operações para empresas do outro lado do mundo. Este negócio prosperou com a combinação de qualificações elevadas e salários competitivos. A inteligência artificial está agora a pôr à prova o modelo que o sustentou.

Os mercados refletem essa inquietação. O setor indiano de serviços tecnológicos, com uma dimensão de cerca de 315 mil milhões de dólares, atravessa meses de incerteza. O índice Nifty IT caiu 30% desde o pico de janeiro, num contexto em que as ferramentas de programação automática permitem executar tarefas antes confiadas a grandes equipas. Para gigantes como a Tata Consultancy Services, a Infosys e a Wipro, as expectativas dos analistas........

© Observador