O PS não aprende com os próprios erros
Costumo dizer aos meus filhos que inteligente é aquele que aprende com os próprios erros. Mas mais inteligente ainda é aquele que consegue aprender com os erros dos outros, ou, melhor ainda, com os ensinamentos dos mais sábios. Infelizmente, quando olhamos para o comportamento recente do Partido Socialista, parece que nenhuma destas formas de inteligência está presente.
O primeiro exemplo é particularmente elucidativo. O partido entrou num processo interno de divisão quase autofágica, com várias figuras a manifestarem-se e a posicionarem-se para uma candidatura à Presidência da República, como foram, entre outros, os casos de Augusto Santos Silva e António José Vitorino. Em vez de um alinhamento estratégico e atempado, assistiu-se a uma luta interna desgastante, que fragilizou o partido e expôs publicamente as suas fraturas. Quando finalmente surgiu o apoio à candidatura de António José Seguro, esse apoio chegou tarde, demasiado tarde........
