O gozo de Pedro Passos Coelho
Em política, há quem fale para governar. E há quem fale para provocar. Nos últimos tempos, Pedro Passos Coelho parece ter descoberto um terceiro registo: falar apenas pelo prazer de agitar o sistema político.
Sempre que o antigo primeiro-ministro aparece em público, diz duas ou três frases cuidadosamente ambíguas, levanta dúvidas sobre o rumo do país ou sobre o posicionamento da direita, e depois desaparece. O resultado é sempre o mesmo: dias (às vezes semanas) de comentários, interpretações, debates televisivos e manchetes de jornais.
É um fenómeno curioso. Pedro Passos Coelho não tem cargo político, não lidera qualquer partido, não está formalmente envolvido em nenhuma candidatura. E, no entanto, cada vez que fala, parece comandar a agenda política nacional.
O mais curioso é que quem mais treme com estas intervenções é........
