Setembro Amarelo: prevenir o suicídio é cuidar da vida
O 10 de setembro, Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, não pode ser apenas mais uma data no calendário. O Setembro Amarelo precisa provocar reflexão, mobilização e, principalmente, ação. Estamos diante de um grave problema de saúde pública que exige políticas permanentes, profissionais preparados e uma rede de proteção capaz de chegar à pessoa antes que a desesperança se transforme em tragédia.
No Brasil, o suicídio não pode ser tratado como um assunto privado ou como uma questão restrita à família. O próprio Ministério da Saúde reconhece que se trata de um fenômeno complexo e multifacetado, que pode atingir pessoas de diferentes idades, condições sociais e realidades. E, fundamentalmente, é possível prevenir.
O Estado brasileiro possui responsabilidades claras nessa área. Desde 2006, o país conta com Diretrizes Nacionais para a Prevenção do Suicídio. Em 2011, foi criada a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), estruturando no SUS uma rede que envolve atenção básica, CAPS, atendimento de urgência e emergência e assistência hospitalar. Além disso, desde 2014, tentativas de suicídio e suicídios são eventos de notificação compulsória,........
