Outubro Rosa: não basta vestir o rosa, é preciso garantir o direito à vida
Outubro chega trazendo o rosa para as campanhas, prédios públicos, empresas e redes sociais. Mas, diante da realidade do câncer de mama no Brasil, precisamos perguntar: o que estamos fazendo, de fato, para proteger a vida das mulheres?
O número é alarmante. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deverá registrar 78.610 novos casos de câncer de mama por ano entre 2026 e 2028. São mais de 6,5 mil novos casos estimados a cada mês. Entre as mulheres, o câncer de mama responde por 30% dos novos casos de câncer, excluídos os tumores de pele não melanoma.
E há uma realidade ainda mais dura: o Ministério da Saúde informa que o câncer de mama é atualmente a primeira causa de morte por câncer entre as mulheres brasileiras. Em 2024, foram registradas 20.849 mortes pela doença no país.
Diante desses números, Outubro Rosa não pode ser apenas uma campanha de conscientização. Precisa ser um momento de cobrança.
Cobrança ao Governo Federal, aos governos estaduais e às prefeituras. Cobrança por prevenção, diagnóstico, tratamento e, sobretudo, por respostas concretas para uma mulher que recebe um diagnóstico de câncer.
Porque não basta dizer que o SUS oferece mamografia. É preciso garantir que o exame esteja disponível onde a mulher vive, que o resultado seja obtido........
