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Portugal precisa de mais campeões industriais

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Portugal fala hoje de startups com uma naturalidade que seria quase impensável há quinze anos. O ecossistema amadureceu, surgiram fundos, incubadoras, aceleradores, eventos internacionais, hubs tecnológicos e uma nova geração de empreendedores que passou a olhar para o mundo sem o complexo histórico de periferia económica que durante décadas limitou a ambição do país. Lisboa, Porto, Braga e outras cidades tornaram-se palco recorrente de conferências globais e sede para muitas startups de base tecnológica, o talento português ganhou reputação internacional e a palavra inovação entrou finalmente no vocabulário estratégico das empresas, das universidades e até da política pública.

Tudo isso tem muito valor. Porém, o problema surge quando se tende a confundir vitalidade empreendedora com transformação estrutural da economia. Porque a história económica não é apenas escrita por startups. É escrita também por organizações capazes de acumular conhecimento durante décadas, desenvolver capacidade tecnológica profunda, controlar partes relevantes de cadeias de valor globais, investir de forma persistente em inovação, criar........

© Jornal Económico