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A ambição não cabe numa concha fechada

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21.07.2026

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Estamos no verão, por isso comecemos onde Portugal sempre começou: em frente ao mar. Numa esplanada, diante de um bom prato de amêijoas à Bulhão Pato, aprende-se cedo a regra de que não admite recurso: as que não abrem, deitam-se fora. Ninguém insiste, ninguém espera, ninguém dá uma segunda oportunidade à concha. O mercado global aplica exatamente a mesma sentença; quem se fecha, sai do prato. E Portugal, o país que inventou a receita, devia ser o primeiro a perceber a metáfora.

Abrir a concha exige ambição. E a ambição, entre nós, ainda entra na sala a pedir desculpa. Quando alguém quer crescer, internacionalizar-se ou liderar, surge logo a “prudência”; esse nome elegante que damos ao medo de decidir. Mas nenhum país subiu num ‘ranking’, nenhuma empresa conquistou o mundo e nenhuma geração mudou o seu destino a pedir desculpa pela própria ambição.

O Ranking Mundial de Competitividade 2026 do IMD oferece-nos um espelho pouco complacente. Portugal caiu para a 40.ª posição entre 70 economias, apesar de ter melhorado no desempenho económico. Uma proeza muito nossa: melhorar e perder competitividade ao mesmo tempo. O ‘ranking’ não é futebol, mas o 40.º lugar não recomenda uma volta olímpica.

A Porto Business School, parceira exclusiva do IMD em Portugal, lê estes resultados como diagnóstico. Este mês, Arturo Bris, diretor do IMD World Competitiveness Center, esteve no Alumni Day da escola e reuniu-se com executivos de empresas portuguesas. A mensagem foi clara: instituições credíveis, regras previsíveis e capacidade de executar não são detalhes administrativos. São........

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