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A cura da síndrome de vira-lata: como a Olympikus desbancou gigantes e assumiu a liderança do asfalto

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13.04.2026

Existe um traço cultural profundo no brasileiro – quase uma herança invisível – que nos faz olhar para qualquer carimbo internacional com um fascínio desproporcional. É a velha e conhecida “síndrome de vira-lata”, imortalizada por Nelson Rodrigues.Crescemos condicionados a acreditar que o rótulo escrito em inglês tem uma qualidade inquestionável e que a tecnologia gringa é automaticamente superior.

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No mercado esportivo, a regra nunca foi diferente: se o seu calçado não estampasse o logo de uma gigante europeia ou americana, ele não era digno de suas caminhadas (ou corridas) mais importantes. O nacional era a escolha da necessidade. O importado, a do desejo.Mas o que acontece quando uma marca brasileira decide peitar esse complexo de inferioridade e provar que a nossa indústria pode, sim, ditar o ritmo da inovação?

Corrida de rua: a nova febre dos brasileiros

A resposta para essa quebra de paradigma pôde ser atestada no último domingo, 12 de abril, durante a 30ª Maratona Internacional de São Paulo. As ruas da maior metrópole da América Latina foram tomadas por mais de 20 mil corredores, consolidando um fenômeno social irrevogável.A corrida de rua deixou de ser apenas um suador de fim de semana. Ela virou o novo lifestyle de quem ama praticar........

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