STF, um tribunal em campanha eleitoral
O calendário eleitoral oficial diz que a disputa deste ano, legalmente, ainda não começou. O regulamento obriga deputados e senadores que pretendem disputar cargo eletivo a se apresentarem ainda como pré-candidatos, sem pedir voto. É uma espécie de censura branca, imposta a todos os políticos e cidadãos brasileiros.
Há, porém, uma campanha que ninguém proibiu. É a campanha contra: contra quem é pré-candidato. E quem a faz é quem deveria, no máximo, arbitrar o jogo, não jogá-lo. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes foi ao Twitter para atacar Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República pelo NOVO. O motivo? Zema teve a decência de dizer o que qualquer cidadão honesto pensa: ministros do Supremo com suspeitas graves sobre si deveriam ser investigados, afastados e, se culpados, presos. Nada mais constitucional. Nada mais óbvio.
A resposta de Gilmar foi a de um cobrador de dívidas, não a de um magistrado. Em síntese: "Eu dei uma decisão favorável a Minas, logo você me deve silêncio". Essa não é a lógica de quem veste toga, mas a de um agiota. Fiz-lhe um favor? Agora você é meu........
