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Alvos da direita há anos, Xandão e Toffoli caem pelas próprias mãos

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10.03.2026

Ainda não dá para a direita comemorar a queda dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), especialmente o segundo, seu maior algoz. Como diz uma velha máxima do futebol, “o jogo só termina quando o juiz apita”. Mas, com o aprofundamento das investigações sobre o Banco Master pela Polícia Federal, que sugerem o envolvimento de ambos em transações nebulosas com a instituição, já dá para dizer que a vitória está bem encaminhada.

No placar da percepção popular, é como se o primeiro tempo da partida tivesse terminado com uma sonora goleada contra a dupla. No segundo tempo, pode até ser que Xandão e Toffoli consigam reverter o resultado. Há precedentes de viradas do gênero na história. No caso deles, porém, parece difícil, muito difícil, isso acontecer. E, mesmo que consigam sobreviver e permanecer no Supremo, vão ganhar perdendo, como se diz por aí.

É certo que a presunção de inocência, o direito de defesa e o respeito aos ritos processuais – negados muitas vezes por Moraes ao ex-presidente Jair Bolsonaro, a seus aliados mais próximos e aos envolvidos nos chamados “atos antidemocráticos” de 8 de janeiro, com apoio de Toffoli e da maioria de seus pares na corte – têm de ser garantidos aos dois.

Só que até agora sobram acusações vazias de “fake news” e de supostos “ataques” que estariam sendo desferidos contra o STF e seus ministros por seus críticos, mas faltam explicações convincentes sobre as relações duvidosas que eles mantinham com o Master e o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do banco, apontadas pelas investigações da Polícia Federal.

A blindagem feita em nome de uma suposta 'defesa da democracia' foi para o vinagre, enquanto a ideia de que o STF 'tem de voltar ao seu quadrado', para o Brasil retornar aos trilhos democráticos, espalhou-se pela sociedade

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