Dias de nevoeiro
Há sempre qualquer coisa de sebastiânico nas aparições públicas de Pedro Passos Coelho, por quem uma parte da direita continua a suspirar como se o país dependesse do seu antigo timoneiro para se realizar de corpo inteiro enquanto ideia de nação. O fenómeno encontrará provavelmente mais explicações ao nível da psicanálise coletiva do que em quaisquer indicadores político-económicos que aqueles quatro anos de governação com a troika tenham produzido, mas é bem real. E tão certo quanto a referência a D. Sebastião em dias de nevoeiro, num país carregado de saudosismos até à medula. Pelo que se pode apreciar, o papel agrada ao ex-primeiro-ministro, que cultiva essa aura no modo como gere as suas intervenções públicas. Raras e com estudado........
