A diplomacia brasileira e o terrorismo da CIA
A designação de terroristas ao PCC e ao CV pelos Estados Unidos é um direito americano, a despeito de suas nítidas motivação política e inoportunidade, tendo em vista as ações concretas contra o crime organizado tomadas pelo governo brasileiro, inclusive com apelos à cooperação internacional. Está clara a natureza mafiosa, não terrorista das organizações, mas, agora, isso pouco importa.
Os prováveis efeitos comerciais da medida vêm sendo bem esmiuçados pela mídia, mas não estão claros os riscos reais de ações de força contra o crime, pelos americanos, em território brasileiro, o que seria um flagrante ataque à soberania nacional.
O professor de Direito Internacional da Faculdade de Direito da USP Wagner Menezes, membro do quadro de árbitros da ONU, não acredita nessa possibilidade: “Vejo essa hipótese muito mais como devaneio que será explorado por A ou B no campo político. O Brasil é um país soberano, com democracia, tem um papel importante na sociedade internacional e é um player importante regional. Abrir discussão para esse tipo de coisa é nos diminuir enquanto nação e menosprezar nossa capacidade diplomática de negociação”.
Menezes crê que o alto nível da nossa diplomacia e sua capacidade de negociação abrirão canais de diálogo para um trabalho conjunto - claro, descontando-se a imprevisibilidade de tudo que envolva Donald Trump. Em........
