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Trump recua frente à teocracia do Irã

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21.06.2026

Rugindo como um leão, exibindo os dentes e vermelho como quem projeta o ódio, Trump declarou guerra ao Irã e vaticinou o seu objetivo como um Poder Supremo edita uma sentença transitada em julgado:

Acabar com o regime dos Aiatolás. Aliado a Netanyahu, começou matando o chefe da teocracia e boa parte da cúpula militar e política do país inimigo. Depois da operação “Midnight Hammer”, que objetivava destruir toda a estrutura militar iraniana, instou as forças policiais e a Guarda Revolucionária a deporem suas armas em troca da imunidade, alertando-os que em caso de resistência, pagariam com a morte generalizada. Gravou um vídeo de 8 minutos exortando o povo Iraniano a assumir o poder, nas suas palavras: “quando terminarmos, assumam o controle do seu governo, ele será de vocês(…)”.

Fim do enriquecimento de urânio e entrega de todo o urânio enriquecido aos EUA ou então o Irã, com toda a sua história milenar, seria varrido do mapa do mundo. Nas palavras do primeiro ministro de Israel, o Irã voltaria à Idade da Pedra.

O petróleo e a circulação de navios no Golfo Pérsico seria totalmente “livre”, entenda-se por livre, controlada pelos EUA. Prometeu até mudar o nome consolidado do Golfo Pérsico para Golfo da Arábia. 

Refiro a Trump e Netanyahu, pois, mesmo que no começo, a maioria do povo americano apoiasse a beligerância anunciada pelo seu “poderoso” presidente e pelo não tão poderoso assim primeiro ministro de Israel, porque eles não representaram, nesta desastrada ação bélica, a hegemonia histórica e papel de liderança global exercido, até então, pelos EUA. Os Estados Unidos sempre invadiram nações livres e sempre intervieram em questões internas de outros países, mas do século XX até Trump, faziam questão de combinar a força bélica com a construção da hegemonia. Eram a difusão cultural com a defesa do pensamento democrático, mesmo quando patrocinavam ditaduras; os filmes exaltando de forma exagerada a vitória e seus heróis na segunda guerra, seus programas e exemplos para outros países e em muitos casos a ajuda financeira. Trump rompeu com esta trajetória de construção de hegemonia e passou a afirmar, sem pejo a “maravilha” da economia........

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