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Insensibilidade e falta de senso

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11.03.2026

Mesmo quando os factos são os mesmos ou, no mínimo, semelhantes, as nossas reações perante eles estão sempre dependentes de diversos fatores: o nosso ponto de vista, o grau de proximidade, o nível de confiança na informação que recebemos e, naturalmente, os vieses ideológicos, sociais ou até religiosos que temos, mesmo sem nos darmos conta deles. É por tudo isto que, quando somos confrontados com o relato de atrocidades, nem sempre reagimos da mesma forma − até quando elas são tão brutais e violentas que nem sequer deveriam suscitar qualquer tipo de compreensão ou desculpa sobre quem as perpetrou.

Se quisermos ser rigorosos e independentes, não existe qualquer circunstância em que o bombardeamento de uma escola, provocando a morte de mais de uma centena de crianças e dos seus professores, possa deixar de ser considerado um escândalo mundial, merecendo a imediata condenação unânime e conduzindo a um rápido e conclusivo apuramento de responsabilidades. Numa guerra geograficamente próxima de nós ou em que as vítimas fossem parecidas connosco, com os mesmos traços físicos e culturais, seria isso que logo aconteceria. E, se calhar, se fosse na Ucrânia, já........

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