Donald Trump faltou às aulas de História
À partida, para um leigo, enviar uma força militar com a missão de capturar ou liquidar o líder de um país parece uma tarefa que obedece a um mesmo plano de ação: aniquilar a voz de comando e, dessa forma, fazer cair o regime e, ato contínuo, impor um novo poder ou uma nova forma de coerção.
No entanto, se as operações militares podem ser semelhantes ou até procurar objetivos aparentemente iguais, há muito mais que precisa de ser levado em linha de conta, antes de dar ordem para avançar.
É preciso ter respostas prontas para uma mão-cheia de perguntas: Como é a estrutura desse regime? Qual a sua antiguidade? De que forma se preparou para um eventual ataque? Qual é o histórico do país face a invasores externos? De que forma a geografia do seu território pode albergar e ampliar um foco de resistência?
Naturalmente, como já se percebeu, é totalmente diferente uma ação militar de decapitação do líder do regime num país fundado há apenas dois séculos, como a Venezuela, de outra numa nação, como o Irão, que, apesar das suas transformações, é a herdeira de uma civilização com três mil anos de História. É como........
