A sobrevivência também se aprende. Editorial de Rui Tavares Guedes
Sabe o que deve fazer no momento em que um incêndio florestal se aproximar perigosamente do local onde se encontra? E como deve atuar, de imediato, se for surpreendido por um terramoto? Ou como deve proteger-se na iminência de uma tempestade violenta, com ventos fortes e risco de inundação rápida? Não se preocupe em responder, pois só há uma maneira de ter respostas prontas, quase automáticas, a cada uma dessas perguntas: sermos treinados para saber como enfrentar o perigo e o que fazer em caso de emergência. Algo que não se faz com avisos banais nem através de mensagens para o telemóvel que, na maioria dos casos, se limitam a dizer: “Proteja-se.” A verdadeira proteção exige educação contínua, a realização de exercícios frequentes e a calendarização de simulacros que permitam, efetivamente, testar situações de perigo e não sejam apenas burocráticos.
Trazer esta conversa hoje para discussão pública não deve ser considerado alarmismo ou um assunto desligado da realidade. Muito pelo contrário. Este é um tema urgente e que precisa de ser debatido pela sociedade, a todos os níveis, tendo em conta tudo aquilo que se observa pelo mundo, em........
