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Quo vadis, Portugal?

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07.07.2026

Ao mesmo tempo que andamos entretidos com o Mundial de Futebol, passando ao lado do que está a suceder quanto aos exames nacionais dos nossos jovens, Portugal cumpre o que parece ser o seu fado fundamental: cheias no inverno e, agora, incêndios de grande gravidade no verão.

Trata-se, há décadas, quase de um hábito a que todos aqueles que têm os seus pertences e casas a salvo já se mostraram acostumar, ficando o medo e a insegurança para as populações que veem o fogo de perto. Ficamos no sofá, com a mesma complacência com que assistimos, por exemplo, à tragédia na Venezuela, enquanto vemos os bombeiros e as próprias populações a tentarem fazer o impossível: travar um combate com um inimigo sem rosto mas que tudo destrói à sua volta, ceifando vidas, humanas e não só, e reduzindo a cinzas patrimónios construídos com o trabalho de uma vida. Mesmo quando causados por mão humana, os incêndios a que temos assistido nos últimos anos têm provocado uma alteração morfológica do nosso país a que já não podemos ser indiferentes.

Independentemente do que se possa dizer e reconhecendo-se as dificuldades particulares deste verão, principalmente quando associadas ao mais do que rigoroso inverno que tivemos e cujas consequências ainda não foram completamente debeladas, a verdade é que o que está a acontecer, em especial com a onda de calor já conhecida,........

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