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Reformas estruturais ou escolhas ideológicas

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02.04.2026

Tenho por hábito contar os segundos até que, numa intervenção pública, alguém − político, empresário, comentador e que seja da área política a que, por preguiça, ainda se chama direita − diga a expressão mágica “reformas estruturais”. Nunca falha. Mais cedo ou mais tarde, lá aparece dita como quem revela um segredo de Fátima.

Um governo bom é um governo reformista; um ministro competente é o que reforma; uma empresa, depois de uma análise SWAT e de performance, deve proceder a reformas. Reforma tornou-se sinónimo de virtude.

Sabemos que o País precisa de melhorar em muitíssimos aspetos. Não é novidade que o Estado devia funcionar melhor: a Justiça, o Serviço Nacional de Saúde, a Educação, os licenciamentos, a Autoridade Tributária, e por aí fora. Claro que são necessárias medidas para melhorar a produtividade, para termos mais filhos, para termos fontes limpas de energia, para que a nossa Segurança Social seja sustentável, para que todos tenham uma casa digna − e mais uns milhares de etcéteras.

Vendo bem, seja o Estado, sejam as empresas, sejamos nós, precisamos sempre todos de melhorar.

É um processo sem fim. Reformamos hoje para voltar a reformar amanhã. A única coisa garantida é que haverá necessidade de reformar outra vez. O mundo muda, as circunstâncias mudam, nós mudamos.

Mas quem nos diz que precisamos de reformas estruturais de que está exatamente a falar?

Sim, o ensino público tem de, pronto, ser reformado. Tenho um amigo que........

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