O ataque ainda não aconteceu. Mas o risco já lá está
Todos os dias usamos aplicações, ligamo-nos a redes Wi-Fi, fazemos compras online, consultamos contas bancárias e partilhamos informação pessoal sem pensar muito nisso. A tecnologia tornou-se tão natural que quase desapareceu do nosso campo de visão. Esperamos que funcione. E, na maioria das vezes, funciona.
É precisamente aí que reside uma das maiores ilusões da era digital: confundimos funcionamento com segurança.
Uma aplicação pode abrir sem problemas e, ainda assim, estar vulnerável. Um site pode responder rapidamente e não ser seguro. E o facto de nunca termos sido vítimas de um ataque não significa que não estejamos expostos.
Na verdade, o risco começa muito antes do ataque.
Quando se fala em cibersegurança, imaginam-se hackers, malware ou fugas de informação. Mas os incidentes não começam quando alguém invade um sistema. Começam quando há algo valioso para proteger, uma ameaça interessada nesse ativo e uma vulnerabilidade capaz de abrir caminho ao ataque.
A segurança digital assenta em três princípios simples: garantir que a informação é acedida apenas por quem tem autorização, que não é alterada indevidamente e que permanece disponível quando necessária. Sempre que um destes pilares falha, existe um problema.
Nem todas as ameaças, porém, têm origem em cibercriminosos.
Algumas são tão antigas quanto a própria humanidade: um incêndio pode destruir infraestruturas críticas, uma inundação pode interromper serviços essenciais, uma tempestade pode deixar organizações inteiras sem energia ou comunicações.
Outras ameaças estão muito mais próximas: nós próprios.
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