Do smishing ao vishing, passando pelo quishing, o phishing não invade computadores. Convence pessoas
Uma pessoa com quem costumo falar sobre cibersegurança viveu recentemente uma situação curiosa: passou quase seis meses sem pagar uma consulta médica porque acreditava que todas as mensagens recebidas eram tentativas de phishing. Quando nos encontrámos por acaso, mostrou-me a situação quase com orgulho, como quem sobreviveu a um ataque altamente sofisticado. Confesso que senti que talvez lhe tivesse ensinado a desconfiar… sem lhe ensinar quando confiar.
É bom estarmos atentos. Devemos desconfiar. Mas também precisamos de perceber que nem todas as mensagens são ataques. O problema é que, atualmente, distinguir o legítimo do fraudulento tornou-se cada vez mais difícil. Os atacantes evoluíram. As ferramentas mudaram. As plataformas transformaram-se. Surgiram novas estratégias, novas formas de comunicação e até Inteligência Artificial. Mas existe algo que continua praticamente igual: o fator humano permanece o alvo mais fácil.
É precisamente por isso que o phishing continua a ser um dos ataques digitais mais eficazes da atualidade.
Quase todos nós já recebemos mensagens sobre prémios que nunca ganhámos, encomendas inesperadas, dívidas desconhecidas ou contas bancárias alegadamente bloqueadas. À primeira vista parecem mensagens banais. E, na verdade, o phishing nunca precisou de parecer sofisticado. Precisa apenas de encontrar alguém emocionalmente disponível para acreditar.
É por isso que o........
