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Uma Fundação que marcou e marca Portugal

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Este é o quarto e último “bloco-notas” sobre a Fundação Calouste Gulbenkian – e não tenho ideia de ter dedicado tantas colunas seguidas a um mesmo tema… O primeiro, mais generalista e testemunhal, foi a propósito dos seus 70 anos de existência, na edição em que a VISÃO os assinalou e de certa forma celebrou. Depois pareceu-me justo, oportuno, recordar a fundamental importância para a Fundação do seu primeiro presidente, e edificador, Azeredo Perdigão (AP); bem assim Ferrer Correia (FC), com a dificílima tarefa de assegurar uma “transição pacífica” dos seus 37 anos de poder, mantendo tudo de bom feito, harmonizado com alguma  modernização necessária.

Terminar aí? Era a minha intenção inicial. Porém, perguntei-me se em vez uma crónica estival ou sobre algum tema de atualidade, não seria mais interessante, e contra-a-corrente, escrever sobre os presidentes da Gulbenkian que sucederam a esses dois “fundadores”. Até porque um deles, Emílio Rui Vilar (ERV) foi, depois de AP, quem mais tempo presidiu e, em meu juízo, mais marcou a Fundação. Seguindo-se, na mesma linha, outra figura excecional e que fez um excelente trabalho, Artur Santos Silva (ASS). Ora, aí chegado, o melhor é continuar e concluir…

Em 2017, com mais de 70 anos, ASS não podia ser reeleito. E cedo se começou a falar muito na hipótese, quase certeza, de lhe vir a suceder António Guterres. Que, “alto-comissário da ONU para os refugiados” (após sete anos primeiro-ministro), deixaria de o ser no final de 2015. Tal hipótese ficou, obviamente, arredada, quando em 2016 Guterres se candidatou e foi eleito a secretário-geral das Nações Unidas.

Entretanto, ainda em 2015, quem entrou para administrador da Fundação foi Guilherme d’Oliveira Martins (GOM), que nos governos de Guterres tinha sido ministro da Presidência, da Educação e das Finanças, e depois fora presidente do Tribunal de Contas; sendo, em simultâneo, muito ligado à cultura e sua gestão, inclusive como dirigente e, após a morte de Helena Vaz da Silva, presidente do Centro Nacional de Cultura. Assim, e acrescendo o seu sólido conhecimento de diversas áreas e uma capacidade de........

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