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Opinião| Autonomia no setor social: Cooperar não é subordinar

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27.05.2026

Desde cedo somos incentivados à autonomia. Aprendemos que saber fazer por nós próprios nos torna mais capazes, mais responsáveis e mais preparados para enfrentar os desafios do quotidiano. Seria difícil imaginar uma sociedade composta por pessoas permanentemente dependentes, incapazes de decidir, agir ou assumir responsabilidades. A própria definição de autonomia remete para a “capacidade ou possibilidade de agir, decidir ou pensar livremente sem depender dos outros”.

Ser autónomo é algo que se aprende, se constrói e se cultiva ao longo do tempo. Exige confiança, responsabilidade e reconhecimento da capacidade de cada um para agir. Contudo, existem áreas onde este conceito parece sofrer um desvio ou perder o seu verdadeiro significado. Uma dessas áreas é a ação social em Portugal.

A ação social que conhecemos só existe, na sua verdadeira dimensão, devido à intervenção local e personalizada das cerca de 5.647 IPSS existentes no País. São estas instituições que, diariamente, asseguram respostas essenciais na infância, no apoio à deficiência, no envelhecimento........

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