Opinião | Eleições presidenciais no Brasil: há luz no fim do túnel?
Em física ótica, um objeto é visto como preto porque absorve praticamente todos os comprimentos de onda do espectro de luz visível que incidem sobre ele. As atuais eleições presidenciais do Brasil podem ser comparadas a um túnel escuro. Siga a luz para encontrar o fim do túnel. Qual luz? Custa ver uma luz no fim desse túnel.
A segunda volta das presidenciais, marcada para domingo, 25 de outubro, decidirá quem será o próximo Presidente da República. Entretanto, essa escolha é apenas uma das dimensões do cenário político brasileiro.
Há quem diga que o Brasil está dividido. A disputa pela Presidência da República mostra essa divisão, mas os resultados da primeira volta revelam que essa divisão não se refletiu da mesma forma em todas as eleições para os restantes cargos em disputa.
No dia 4 de outubro, os brasileiros escolheram os seus representantes no Congresso Nacional e nas Assembleias Legislativas estaduais, além de decidirem boa parte dos governos estaduais. Enquanto a escolha do Presidente permanece tão disputada, a composição do Legislativo federal deu uma guinada à direita.
No Legislativo federal, por exemplo, a direita e a centro-direita ocuparão cerca de 303 dos 513 lugares da Câmara dos Deputados (59%) e 52 dos 81 lugares do Senado (64%). O Partido Liberal (PL), de Bolsonaro, terá 121 deputados e 28 senadores, aproximadamente 24% da Câmara e 35% do Senado.
Com um Congresso assim, Flávio Bolsonaro, se vencer, encontrará um caminho mais desimpedido para concretizar a sua intenção de alterar a........
