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A privatização das pensões e os “lesados do Bravo”

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27.08.2026

O grupo de trabalho que elaborou o famoso estudo sobre a reforma da Segurança Social (SS) é verdadeiramente uma “comissão técnica independente” ou tem um viés ideológico, ou pior, um interesse próprio em determinadas conclusões? Por estes dias – e face à forma criativa como a tal comissão descobriu um défice onde toda a gente, especialistas de todas as áreas políticas incluídos, vislumbra um excedente –, atraiu sobre os seus elementos as maiores desconfianças. Afinal, faz ou não faz sentido misturar o “enorme défice” da CGA (Caixa Geral de Aposentações) com o “confortável superavit” da Segurança Social, de forma a fazer fletir para o lado negativo da balança a conclusão final sobre as contas?

As desconfianças, as emoções e os processos de intenção não levam a lado nenhum. É sob o ponto de vista técnico que as conclusões do estudo devem ser analisadas, apoiadas ou contestadas – uma matéria muito bem explicada, na peça jornalística publicada nas páginas 42 e seguintes desta edição. Sim, é verdade: Jorge Bravo, professor, economista, especialista em pensões, sendo um nome incontornável para consulta num qualquer estudo sobre estes temas, vive também da sua atividade de consultoria para seguradoras, sociedades gestoras de fundos de pensões e é ou foi prestador de serviços a uma entidade que representa fundos de investimento, fundos de pensões e gestão de patrimónios. O coordenador do grupo que elaborou o relatório conhece, assim, a temática das pensões sob o ponto de vista de quem está habilitado a gerir o dinheiro destinado a complementá-las, ou seja, sobretudo, as seguradoras. Sim, é verdade: Carla Castro, economista, dispensa apresentações, por ter sido uma muito visível deputada da Iniciativa Liberal, com percurso profissional no setor segurador e........

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