menu_open Columnists
We use cookies to provide some features and experiences in QOSHE

More information  .  Close

Prémio Laranja sem Sumo para os brindes do outono de um Governo em ocaso precoce

30 0
10.09.2026

A reabertura do ano político foi uma encenação de ópera bufa parlamentar em que o Chega parecia um disco riscado, tonitruante mas roufenho e cansativo, e o Governo aproveitou o ensejo para comprar mais um ano de vida “salvo a ocorrência de um qualquer cataclismo”, citando Miranda Sarmento, o improvável ministro mais popular do executivo.

Tivemos o habitual estrondoso esbracejar da vozearia requentada dos populistas, que se alimentam do caos, da agitação e da degradação das instituições democráticas, a reafirmação do espírito “qual é a pressa?“ pelo PS, a querer mostrar que é o adulto na sala e a contar com a ajuda do tempo e do vento até ao dia do milagre da revelação da sabedoria popular a seu favor, e um Governo em prematuro registo outonal, que superou a tormenta com o espírito de sobrevivência Spinumviva e o anúncio de dois fogachos de brindes de Natal para pensionistas e contribuintes.

A prioridade inicial da governação Montenegro era a imediata resolução do caos na Saúde. Mas, esta semana, foi abandonado até ao final da legislatura o objetivo, fixado para 2025, de dar médico de família a todos os utentes. Foi revelado que faltam 600 anestesistas no SNS, mas que só se formam cerca de 100 por ano, o tempo de espera em algumas urgências da Grande Lisboa voltou a superar as 10 horas e só depois de um queixume público do diretor executivo do SNS contra o Ministério das........

© Visão