Prémio Laranja Amarga para um Governo em cuidados continuados
O Governo Montenegro II, no quadro da sua prioridade estratégica de sobreviver a um permanente Estado de Emergência e de acossamento, vive um dos seus momentos mais felizes, ainda que de mérito duvidoso. Apesar do regresso quase inevitável do défice orçamental e do retorno da dívida pública a valores mais elevados, o emprego continua bastante alto, o desemprego a regressar aos níveis de 2011 e a evolução do PIB no 1º semestre surpreendeu positivamente, tornando credíveis as previsões de um crescimento de 2%, ainda que muito longe das promessas eleitorais de crescer acima dos 3% e mais ainda dos resultados dos governos de António Costa.
Mas, sobretudo, o que aliviou o calculista Montenegro foi conseguir enviar os portugueses, e sobretudo os deputados, para férias, sobrevivendo ao descalabro político da Reforma do Estado, que sucumbiu à impreparada digitalização da correção dos exames do ensino secundário, e à degradação ética do titular da administração interna, ameaçando pelo caminho delapidar a confiança dos portugueses na Polícia Judiciária.
A obsessão absoluta de Montenegro foi resistir à maré negra esperando que a podridão espalhada pela perda de confiança no sistema de exames nacionais e na autoridade das forças de segurança seja lavada pelos banhos de mar e esquecida até setembro.
Só assim se compreende que por duas vezes, no final de julho, tenha sido impedida pelo........
