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Prémio Laranja Amarga para o Governo que vive mal com os bons números da economia

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18.02.2026

O Governo de Luís Montenegro chegou ao poder por um bambúrrio de acasos judiciais e de precipitações presidenciais, com uma precária minoria para governar e uma impreparação compensada pela sorte que protege aqueles que estão na liderança de turno do PSD na hora inesperada, como já sucedera antes com Durão Barroso e com Santana Lopes.

Se há legado desperdiçado ingloriamente pelo último Governo de António Costa, situação acentuada pela obstinação de Fernando Medina em não resolver conflitos que se arrastavam com vários setores da função pública, é o da evolução positiva da economia no período pós-Covid, os dois excedentes orçamentais sucessivos e a enorme redução da dívida pública.

O novo Governo tentou inicialmente desvalorizar os resultados com que contou à partida, e inventar fragilidades orçamentais desmentidas por Bruxelas e pelo BCE, enquanto distribuía o quinhão recebido pelas mais de duas dezenas de acordos que adoçaram as corporações do Estado e prometia uma explosão de crescimento para níveis superiores a 3%.

Ao fim de dois anos de Governo, os números da economia são globalmente positivos, ainda que em virtude de uma receita errada e de um desbaratar da margem de manobra necessária para enfrentar os desafios nacionais e externos até 2029.

As exportações estão engasgadas pela ameaça das tarifas americanas, o investimento caiu, mas o estímulo da procura interna e o apogeu do turismo têm permitido, em 2024 e 2025, um........

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