Prémio Laranja Amarga para o Governo cego de ideologia que esqueceu os trabalhadores
A vontade política dos portugueses parece cada vez mais volátil desde a surpreendente maioria absoluta conquistada por António Costa há apenas 4 anos, em 30 de janeiro de 2022. Na altura, o PS teve mais de 2,3 milhões de votos e causaram uma tremenda surpresa os quase 400 mil votos que levaram o Chega a passar do solitário Ventura para um grupo de 12 deputados.
A exceção portuguesa de imunidade ao radicalismo populista estava ultrapassada e, desde então, tudo se precipitou. Inopinadamente, Luís Montenegro, que grande parte dos laranjinhas consideravam mais um líder transitório de turno até melhores dias, chegou ao poder com precárias maiorias relativas, mas com uma visão deslocada para o século passado, achando que iria repetir a marcha de Cavaco Silva até à maioria absoluta e que seria inevitável um terceiro líder do PSD consecutivo a ocupar o Palácio de Belém.
A ilusão de que seria possível ter uma governação em diálogo equidistante entre o PS, partido da social-democracia europeia com que alternou o governo durante 50 anos, e a ascendente extrema-direita que pretende rasgar o modelo constitucional, deixaram-no refém da distribuição de prebendas orçamentais, da chantagem de André Ventura e do descalabro da estratégia presidencial.
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